WTR Miguel Pereira: corpo no limite, alma em festa
Difícil colocar em palavras tudo o que vivi na WTR Miguel Pereira no último final de semana (19 e 20 de julho). Pelo terceiro ano, tive o privilégio de competir em uma das provas mais intensas e bonitas da Liga WTR. Tenho um carinho especial por essa etapa, pois em 2022, quando ela estreou, fui campeão do percurso Long, com um excelente desempenho. Este ano competi na modalidade Duathlon Mid Light, com 16 Km de Trail e 26 Km de MTB, duas provas de alta intensidade o tempo todo, exigindo técnica, estratégia e resistência do início ao fim.
Mas antes de falar da prova, preciso falar do cenário: Miguel Pereira é uma cidade especial. Aconchegante, charmosa, cheia de verde, com montanhas por todos os lados e um clima delicioso (não à toa é considerado o 3º melhor clima do mundo). Uma cidade que acolhe e inspira. Quem vai uma vez, entende o motivo da fama e quer voltar nos anos seguintes.
A WTR soube aproveitar tudo isso com maestria. A organização está cada vez mais afiada, oferecendo uma estrutura impecável, equipe de staffs sempre atenciosos, percurso muito bem sinalizado e seguro, pontos de hidratação fartos e bem distribuídos (apesar de eu não parar em nenhum (risos)). Um evento que respeita o atleta e entrega uma experiência completa.
Sobre a prova: foi intensa, exigente e linda. Os 16 Km de trail run tinham de tudo: descidas e subidas longas, raízes, pedras, single tracks, mata fechada e, claro, o grande destaque do percurso: uma subida com inclinação que chega a 50%, fazendo a gente quase cair para trás… Enfim, um percurso super exigente, mas igualmente lindo, com o visual de um mar infinito de montanhas. Eu me sinto em casa, afinal, aqui em Minas Gerais, esse visual é muito familiar!
No domingo, no MTB, veio o segundo round, com o plus das pernas fatigadas da prova de sábado. Foram 26 km que exigiram força, técnica e foco. Trilhas rápidas, subidas duras e trechos travados que não perdoavam erro. Um pedal sem descanso, igualmente intenso ao trail, em que a cabeça precisava estar tão presente quanto as pernas.
No trail, baixei um minuto do meu tempo do ano passado, ficando em 7º geral (ano passado fiquei em 2º), ou seja, o nível competitivo está cada vez mais alto, favorecido também pelo clima, que este ano estava bem mais ameno! No MTB fiquei em 6º geral, ganhando muitas posições ao longo do percurso, e disputando no sprint final com o 5º colocado. Na soma dos tempos, fiquei com o 2º lugar geral no duathlon, um resultado que me deixou muito feliz, principalmente com a consistência do desempenho nas duas modalidades. Em provas curtas assim, não tem espaço pra oscilação, é intensidade o tempo inteiro, e estar pronto para isso, física e mentalmente, é o que mais me deixa satisfeito.
Voltei pra casa com o corpo cansado, mas com a alma mais leve. Mais do que competir, vivi um fim de semana que me lembrou o porquê de amar tanto esses esportes: o desafio, a conexão com a natureza, o clima de comunidade, o prazer de ir próximo ao limite e encontrar algo bom por lá.
Se você gosta de trilha, de paisagens que tiram o fôlego e provas que desafiam de verdade, venha conhecer a WTR Miguel Pereira. Eu volto com certeza no próximo ano, e estarei também nas próximas etapas, em Campos do Jordão e no Vale das Videiras!
