WTR Miguel Pereira — Entre raízes conhecidas e adrenalina nova, Miguel Pereira testou o meu limite!

A segunda etapa do meu calendário WTR 2025 foi em casa! Pedalar onde a história começou tem outro peso. Cada trilha, cada curva, cada valeta conhecida desde os tempos do “bora subir a Saibreira?”. Mas dessa vez, a cidade estava diferente: cheia de bikes, sorrisos nervosos e gente com o mesmo parafuso solto que o meu. 😅
A largada já separou os loucos dos muito loucos. Quando o carro de apoio nos deixou, o cabo torceu! Primeira subida, ritmo insano, e ficou claro: quem quisesse brigar pelo pódio ia ter que sangrar cedo. Não deu tempo de respirar. Quando começou a descer, deixei o freio em casa e busquei minha herança do downhill pra abrir um gap bom. Soquei a bota!
Do km 16 em diante, veio o trecho que mais doeu: estradão, subidinha de asfalto, brita solta e um falso plano que testa o psicológico. Mas aí o visual de Miguel Pereira fez o papel dele! Ajudava a fugir da dor olhando aquela paisagem.
Os últimos kms foram pura diversão: single track técnico, valetas, pedras e a ponte do Lago de Javary me esperando com aquele “vai que é tua!”. Acompanhei o batedor com o coração na boca e a certeza de que o esforço valeu a pena!
Fechei em 4° geral no MTB Light, com a sensação de ter dado tudo e mais um pouco. Brigar com gente forte é o que faz esse jogo valer.
Que venha Campos do Jordão e Serra do Mar!
Obrigado @worldtrailraces pela vibe, pela estrutura e pela energia!
Agora é treino na veia e foco total pra fechar o ano bem!
Nos vemos nas trilhas! 🤟
